“Declaração de Manhattan” expressa a oposição dos cristãos americanos ao aborto e ao casamento homossexual
Elaborado pelos Dr. Robert George, Dr. Timothy George e Chuck Colson, assinado por 125 líderes religiosos
Imensas mudanças nas políticas públicas voltadas para as famílias são necessárias para evitar "catástrofe" demográfica na Europa
Hilary White
ROMA, Itália, 16 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — As notícias sobre o índice de aborto, casamento, divórcio e nascimentos na Europa estão ruins e ficando apenas pior, declarou um relatório recentemente apresentado para a União Européia.
De acordo com o relatório do Instituto Norueguês para Políticas Públicas os índices de aborto na Grã Bretanha pularam um terço entre adolescentes solteiras e o aborto está ajudando a envelhecer a população da Europa. Sem uma mudança imensa que traga políticas públicas favoráveis às famílias, o modelo de crescimento do aborto e população cada vez mais idosa inevitavelmente levará ao colapso dos benefícios da previdência social e, no final, à falência do Estado socialista europeu que é assistencialista do nascimento até a morte do cidadão europeu.
Apresentado ao Parlamento Europeu na quarta-feira, o relatório disse que a situação da família na Europa é "um panorama de desolação".
"A Europa foi atirada num inverno demográfico sem precedente e se tornou um continente de idosos, com um grande déficit de nascimentos, menos casamentos e mais lares despedaçados e vazios".
"A população envelhecendo, a grave taxa de natalidade, os abortos em ascensão, o colapso do casamento, a explosão de separações conjugais e o esvaziamento dos lares são os principais problemas dos europeus", disse o Relatório sobre a Evolução da Família na Europa de 2009.
O estudo revelou que o número anual de abortos na UE se iguala à população combinada inteira de seus dez menores países membros, com os três principais países abortadores sendo a Grã Bretanha, a França e a Romênia. Na Europa há um aborto a cada 25 segundos, para um total de mais de 1.200.000 abortos por ano. 19 por cento de todas as gravidezes européias terminam em aborto e 28 milhões de crianças foram mortas por meio do aborto desde 1990, tornando o aborto a principal causa de morte na Europa.
A população acima de 65 anos em todos os Estados europeus já excede a população de menos de 14 anos. A população de menos de 14 da UE caiu de 89 milhões em 1993 para 78.4 milhões em 2008. A população de mais de 65 anos aumentou de 68.3 milhões em 1993 para 84.9 milhões em 2008 — um aumento de 16.5 milhões de idosos. A idade média dos cidadãos europeus é 40.3 anos, com a Itália e a Alemanha tendo as mais elevadas populações de idosos.
O índice de nascimentos em queda na Europa, diz o relatório, com seu concomitante aumento de custos de saúde e pensão, levará a aumentos em gastos de assistência pública à população idosa e ao colapso eventual das receitas governamentais oriundas de impostos, levando finalmente à falência do Estado de previdência social. O índice de nascimentos médio dos países da UE é agora 1.38 por mulher, bem abaixo do índice de substituição de 2.1 de nascimentos por mulher, mesmo em países relativamente férteis como a França.
Sem uma mudança significativa em políticas públicas em todos os países da UE, o relatório prediz que o resultado será "catastrófico". Começando em 2010, a população da Europa em geral começará a cair de 499 milhões para 472 milhões em 2050 e de cada três habitantes, um terá mais de 65.
De acordo com o estudo, a Grã Bretanha é a "capital do aborto na Europa" com índices que no ano passado passaram na frente da França. Seu índice de aborto é o quinto no mundo, atrás da Rússia, EUA, Índia e Japão. Entre esses países, a Grã Bretanha é a nação que menos pode se dar ao luxo de ter tal índice elevado, com uma população menos da metade da Rússia e do Japão, um quinto da população dos EUA, e 1/19 da Índia. A idade média das mulheres na Grã Bretanha também esta se levantando, para 41.3, tornando uma recuperação ainda mais difícil.
A população de 27 nações da UE chegou a 500 milhões no ano passado com a maioria dos aumentos em população (78 por cento) atribuível à imigração, não a nascimentos. O aumento natural da população da Europa é 12 vezes mais baixo do que dos EUA. A Espanha tem uma imigração 9 vezes maior do que seu aumento nacional de nascimentos e a população original da Itália caiu (-0.14 milhões) e teve 23 vezes mais imigrantes do que nascimentos (+3.28 milhões). A Polônia, a Romênia e a Bulgária estão perdendo cidadãos pela imigração e a Lituânia, a Letônia, a Romênia e a Bulgária estão sofrendo a diminuição de suas populações devido aos baixos índices de imigração.
Só a França, a Holanda, a Finlândia e a Eslováquia têm índices internos de aumento populacional maiores do que suas estatísticas de imigração.
Outros indicadores mostram que o número de casamentos, principalmente primeiros casamentos, está diminuindo e o índice de divórcios está crescendo. Há um quarto menos casamentos do que em 1980 e o índice de casamento caiu em 9 entre dez países. Uma de cada 3 crianças (36.5 por cento) nasce fora do casamento. Em alguns países a queda do índice de casamento está por volta de 50 por cento desde 1983 e há mais de um milhão de divórcios por ano, o equivalente a uma separação conjugal a cada 30 segundos.
Mais pessoas (55 milhões) estão vivendo sozinhas do que nunca. Uma de cada quatro residências na Europa tem apenas um morador e duas de cada quatro residências não têm filhos. Das residências com crianças, 50 por cento têm apenas um filho.
O relatório recomenda a criação de um ministério da UE para a família, leis para aumentar a flexibilidade das horas de trabalho para favorecer as famílias, aumentos nas taxas de benefícios para as famílias e uma ênfase em programas assistencialistas para as famílias em vez de para indivíduos.
O relatório pede que os governos reconheçam os direitos das famílias, inclusive o direito de os pais reconciliarem trabalho e vida familiar; tenham o número de filhos que quiserem; escolham o tipo de educação que seus filhos recebem e o direito de as crianças viverem num lar estável.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09111607.html
Sam Blumenfeld
Como membro da Separation of School and State Alliance (Aliança Pela Separação entre Escola e Estado), que defende a revogação das leis de comparecimento obrigatório à escola e do financiamento público da educação, às vezes me pergunto como os Estados Unidos seriam se as leis de freqüência obrigatória fossem abolidas e o governo saísse do negócio e do ensino.
Minha resposta é que nós provavelmente poderíamos nos tornar a nação mais educada do mundo. Por quê? Porque quando você está no controle de sua própria educação, você dá o melhor de si e, nesses tempos de alta tecnologia e recursos infindáveis, o que há de melhor está disponível para quem quer se interesse.
Vamos encarar o problema. As escolas públicas usam os livros didáticos mais maçantes para ensinar o que as crianças já enfadadas não se importam em saber. Na verdade, a maioria das escolas públicas nem sequer ensinam as crianças a ler satisfatoriamente. Eles usam métodos de ensino que criam uma leitura deficiente. Agora, se você estiver encarregado de ensinar seus filhos a ler, você usaria um método de alfabetização que produziria uma leitura deficiente? Claro que não. Você iria procurar um programa que produziria o sucesso na aprendizagem. Tais programas existem, não obstante o fato de muitas escolas públicas se recusarem a usá-los.
Nós tendemos a esquecer que os pais dos Founding Fathers (Fundadores da nação norte-americana) não eram obrigados a enviar seus filhos às escolas públicas do Rei George (monarca inglês cujo governo abrangia as colônias americanas). Havia total liberdade de ensino nas colônias, e é por isso que foi possível obter a melhor educação disponível — seja em casa ou em uma academia de propriedade de um indivíduo cujo trabalho era oferecer a melhor educação possível. E naquela época se entendia bem o que realmente significava educação. Primeiramente, é necessária uma base na Bíblia e a aprendizagem das línguas em que a Sagrada Escritura e a literatura teológica estavam escritas: latim, grego e hebraico. Significava o desenvolvimento das faculdades intelectuais, a capacidade de ler e de usar a linguagem. Entendia-se que o domínio da linguagem, que é a ferramenta básica do pensamento, seria a chave para o desenvolvimento intelectual.
Nas escolas públicas de hoje, os cérebros das crianças são embrutecidos pela utilização de métodos de ensino que parecem mais uma lobotomia pré-frontal não-cirúrgica. Crianças brilhantes e inteligentes são deliberadamente transformadas em idiotas mediantes métodos de ensinos calculados para fazer exatamente isso. Sabemos que as crianças são, por natureza, inteligentes, pois elas começam a aprender a sua língua materna pouco após o nascimento. Até o momento que elas estão prontas para ir à escola, elas dominam um vocabulário de milhares de palavras. Fazem tudo isso por si só, ouvindo e imitando as pessoas à sua volta, sem a ajuda de professores e escolas certificados pelo governo.
Todas as crianças, salvo aquelas com graves deficiências, nascem com uma faculdade natural de linguagem. Todas as crianças são, portanto, dínamos da aprendizagem de línguas, e a Bíblia nos diz o motivo. Deus nos deu o poder da fala, porque Ele queria se comunicar com aqueles que Ele tinha criado. Na verdade, a função primordial da linguagem foi a de permitir ao homem conhecer a Deus. Em outras palavras, o conhecimento de Deus foi o primeiro passo na educação de Adão. A segunda função da linguagem era permitir a Adão conhecer o mundo. É o que a Bíblia diz em Gênesis 2:19:
“Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os animais, o campo e todas as aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome.”
Em outras palavras, Deus fez de Adão um observador do mundo natural à sua volta, um cientista e um lexicógrafo — um expandidor da linguagem e um fabricante de dicionários. Então Deus deu Eva a Adão. A Bíblia diz: “Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.” Portanto, a linguagem agora deveria ser utilizada para conhecer aos outros, explorar, descobrir, cultivar, conservar e conquistar. E, finalmente, Adão usou a linguagem para conhecer a si mesmo, porque a linguagem é a ferramenta do pensamento, e usamo-la para o nosso diálogo interior, na solidão do nosso ser.
Educadores de verdade, com conhecimento bíblico avançado, sempre souberam que o desenvolvimento da linguagem e o seu uso são o propósito inicial da educação. Em Deuteronômio nós aprendemos as funções religiosas e sociais da educação: conhecer a Deus e transmitir às gerações futuras esse conhecimento, esse amor, essa admoestação. A língua é o que media a transmissão cultural e religiosa. A Bíblia, passada de geração a geração, é um testemunho do valor eterno da Palavra de Deus. Um sistema de ensino que nega essa verdade patente não pode ser aceito por um povo temente a Deus.
Lemos no Evangelho de João: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." Assim, a palavra é a chave para tudo o que é de grande importância em nossas vidas. Mas a freqüência escolar obrigatória destruiu esse conhecimento fundamental e essa apreciação. Você não pode sequer mencionar a Palavra de Deus em uma escola pública. Se tivéssemos a liberdade de ensino, a Palavra de Deus poderia mais uma vez se tornar o centro da vida do povo americano.
Não há dúvida de que nos tornaríamos as pessoas mais educadas do mundo, porque deveríamos saber o que realmente é a educação e escolher os melhores meios para alcançá-la. Deveríamos reconhecer a nossa dependência de Deus para a sabedoria suprema. Deveríamos orientar as mentes de nossas crianças para que este mundo dado por Deus de incrível beleza, variedades e mistérios esteja aberto às suas curiosidades e interesses.
As escolas públicas de hoje privam as crianças do seu direito de ser aquilo que Deus as fez para ser. Esse é o pecado deles. Charlotte Iserbyt, em sua magnum opus, The Deliberate Dumbing Down of America, prova através de documentação exaustiva que os educadores seculares estão utilizando técnicas de adestramento animal desenvolvidas por cientistas comportamentais, as quais transformam as crianças americanas em estúpidos robôs, que respondem por reflexos a estímulos apresentados por uma autoridade imposta e atéia. As crianças estão sendo condicionadas a responder através de uma coerção, do mesmo modo previsto pelos seus treinadores. Assim como os animais treinados, elas não podem ter domínio sobre qualquer coisa.
Educação não é a mesma coisa que treinamento. Os animais podem ser treinados. Mas não podem ser educados.
O atual sistema de educação reduz o homem ao estado de animal para que lhe seja negado o conhecimento de que ele foi feito à imagem de Deus. Quando os seres humanos, especialmente as crianças, são treinados como animais, eles estão sendo negado o que é verdadeiramente humano sobre eles: sua capacidade de usar suas mentes independentemente de qualquer treinador. É crime privar as crianças de suas qualidades e capacidades humanas. Mas é isso o que está sendo feito em nome da School-to-work (Educação profissionalizante), Outcome Based Education (Educação baseada em resultados) e outros programas mais.
Agora, nossas escolas ensinam às crianças a educação para a morte, para o suicídio, para o sexo e para as drogas. Charlotte Iserbyt observou que tudo o que é ensinado antecedido da palavra "educação" não é realmente educação. Você não chama a leitura de educação para a leitura. Você não chama a aritmética de educação para a matemática. Você não chama a ortografia de educação ortográfica. Em outras palavras, o que eles estão realmente ensinando é morte, suicídio, sexo e drogas. Ao adicionar a palavra educação para estes assuntos, os educadores enganam os pais fazendo-os pensar que o que as escolas estão fazendo não é subversivo à saúde e ao bem-estar de seus filhos, mas sim algo benéfico. Entretanto, sabemos que não é.
Até quando os americanos vão permitir que seus filhos sejam privados de seus mais preciosos valores humanos? As famílias que educam os filhos em casa já não permitem, porém, essas famílias representam um percentual muito pequeno de famílias dos Estados Unidos. Mas seus números estão crescendo. Pouco a pouco, a educação escolar em casa está sendo divulgada.
Graças a Deus por isso!
Tradução: Mirna Santos Stival
Revisão: Rafael Resende Stival
Postado no Blog Salmo 12
First, we're happy to announce that the team has identified and fixed the issue with the YouTube conduit; you can now find and add videos from YouTube to your library and posts. As always, thanks for your patience!
The other news we have today is about a new addition to the Six Apart family: TypePad Micro, a new free level of TypePad that is streamlined for microblogging. We see a new form of blogging emerging that lives between the quick status updates of Twitter and Facebook and the long-form posts of "classic" blogging; TypePad Micro is designed to meet that need. You can read more about TypePad Micro in Chris Alden's post on the Everything TypePad blog.
A lot of the new capabilities we've added to TypePad this year were actually inspired by some of the best things about Vox: favoriting, member profiles, a dashboard to follow other bloggers, and easy ways to post content from other social media sites. But the things that make Vox different from TypePad are still there: Vox has always been -- and still is -- the best place for "friends and family" blogging, where you're in control over who sees what. TypePad, on the other hand, is built for the blogger who wants, no, craves, attention.
Do you have a passion or interest you want to share with people beyond your Vox neighborhood? If so, we'd love it if you tried out TypePad Micro. Maybe you've always wanted to start that obsessive blog that's just about waffle restaurants. Or want a place to share videos of your favorite band (Jonas Brothers, anyone? Anyone? ...). TypePad Micro's great for those topic-specific blogs. Take it for a spin and let us know what you think.
On the Vox front, our designers are working on some cool new themes (coming soon!). We'd also love to hear your thoughts about where we should take Vox in the coming year. What are the key things you'd like to see for Vox? If you've had a chance to use TypePad this year, what are the features there that we should bring over to Vox? And, if you're thinking big thoughts, how could we connect the Vox and TypePad communities in order to bring together bloggers and their shared passions? Your feedback is really important to us, so please leave a comment here, or shoot me a message.
And again, thanks for your patience as we found and fixed the YouTube bug!
~ daisy
As many of you have noticed, the YouTube Conduit is not working. I am so sorry about this; I know how frustrating it is.
The team is looking into how to get this fixed and I will update you as soon as I hear something. In the meantime, not all is lost... There is a work-around for posting videos.
When you're in the Compose Screen, just click on "embed." Ignore the fact that it says "Widget" before everything because you can definitely use this to embed videos as well. You'll just need to input the embed code from the video, enter a title (if you want) and hit OK.
It might not show up perfectly in your compose screen, but when you hit "Save," your video should appear just the way you wanted it to.
Hopefully this will allow you to keep posting videos while we figure out what's happening on our end.
As always, thanks for your patience.
Go forth and fill your libraries with media.
Seriously, thanks to everyone for being so amazing and patient. You are the reason I love Vox.
I was just told that the Amazon Conduit will be fixed by tomorrow. I will post here as soon as I get word that it's back up and running.
I know this has been frustrating and I am sorry there wasn't more I could do to make it less so. I really appreciate your patience though.
Cheers,
Bad news. As many of you have probably noticed, the Amazon Conduit was not fixed in the last week's release. Unfortunately, there was an undetected bug that is preventing the conduit from working.
We are working on this bug fix and hope to have the Conduit back up and running this week.
I will keep you posted.
Thank you for being so patient.
Blog Action Day is every October 15th, when blogger are asked to post something about a single issue to show our strength and conviction as an online community. It's a great way to feel connected to the greater good, and the participation of so many bloggers to support the world's leading non-profit organizations is something you can do to help, right now. By blogging today, you're supporting some of the world's leading non-profits and sharing your voice for change.
This year's topic is climate change, and we'd love to read your thoughts on the topic. If you participate, leave us a link to your post in the comments, so we know to check out your post!
Go to www.blogactionday.org to learn more, get a badge for your blog showing your participation, and see some ideas for your post on climate change.
Can't wait to read your posts!
~ daisy
Comentário de Julio Severo: O texto abaixo, publicado originalmente no jornal esquerdista The New York Times, foi reproduzido em português pelo portal Terra. Infelizmente, a ênfase e preocupação principal do The New York Times não são a corrupção e a malandragem dos grupos esquerdistas, mas o conservador que os está incomodando. Por pura coincidência, as ONGs desmascaradas receberam milhões de dólares de Obama.
A seguir, matéria do The New York Times com todo o seu peso esquerdista em cima do jovem que está irritando os esquerdistas americanos:
Provocador político irrita esquerda nos EUA pelo YouTube
James E. O'Keefe é um ativista norte-americano de 25 anos cuja câmera escondida eletrizou o Congresso dos Estados Unidos na semana passada ao apresentar vídeos polêmicos mostrando comportamentos impróprios de funcionários de uma associação nacional, a Acorn, que reúne organizações comunitárias e recebe verbas do governo federal. Até mesmo o presidente Barack Obama comentou o fato neste final de semana.
É a pegadinha na era da internet, um instrumento político fatalmente efetivo que O'Keefe ajudou a iniciar entre seus colegas universitários. Ele irritou liberais ao convidá-los a serem amigos de correspondência de terroristas detidos e, mais morbidamente, gravou a equipe da organização de planejamento familiar Planned Parenthood concordando com a condição de que sua doação serviria apenas para o aborto de bebês negros.
Mas nunca seu trabalho teve tanto impacto quanto desta vez em que expôs funcionários da Acorn. Disfarçados de cafetão e prostituta, O’Keefe e uma amiga que conheceu pelo Facebook, Hanna Giles, de 20 anos, realizaram visitas a vários escritórios da organização Acorn e mostraram seus funcionários de baixo-escalão em cinco diferentes cidades ávidos por ajudar em evasão fiscal, tráfico humano e prostituição infantil.
Os vídeos começaram incendiando programas de entrevista conservadores e se disseminaram pela imprensa dos Estados Unidos e pelo Congresso, enquanto O’Keefe e Giles revelavam outros vídeos de mais cidades onde funcionários da Acorn haviam se portado mal. O apresentador Jon Stewart, do célebre programa de TV "Daily Show", do canal Comedy Central, deu destaque para os vídeos e, na quinta-feira, uma proposta na Câmara de Deputados de cortar todo o dinheiro federal para a ACORN foi aprovada por 345 a 75 votos.
Em entrevista telefônica na noite de quinta-feira, enquanto ele editava ainda mais gravações sobre a Acorn, O’Keefe disse que quando aceitou a ideia de Giles para visitarem a associação, "pensei que conseguiríamos alguns trechos" que valeriam a pena postar na web. "Sou um nerd magrelo, o cafetão menos convincente do mundo", disse.
Apesar disso, uma sucessão de funcionários da Acorn aconselhou o casal sobre como traficar garotas salvadorenhas para os Estados Unidos, falsificar um pedido de empréstimo para comprar uma casa que seria usada como bordel e até declarar as prostitutas menores de idade como dependentes, para retornos fiscais.
"Foi uma surpresa absoluta", disse O'Keefe. Mas isso é um padrão frequente em suas excêntricas operações, disse ele: "As pessoas me falam, 'Eles nunca vão dizer sim', mas sempre dizem". Repetidas vezes, seus pedidos encontraram respostas crédulas, ignorantes ou incriminadoras, criando minutos instigantes na internet.
Quando ligou para um escritório da Planned Parenthood em Columbus, Ohio, para dizer que queria financiar abortos de minorias, afirmando que "havia negros demais em Ohio", o assistente administrativo riu ao telefone e concordou com seus termos.
Quando ligou para a filial de Idaho, um prestativo oficial de desenvolvimento lhe disse que "com certeza" poderia direcionar sua doação somente a abortos de bebês afro-americanos, não levantando qualquer objeção mesmo após a explicação de que seu objetivo era proteger seu filho de competição futura no vestibular devido a ações afirmativas.
Em nota na sexta-feira, a Planned Parenthood afirmou que "gravações fortemente editadas e sem consistência foram parte de uma campanha para macular a imagem da Planned Partenhood através de alegações falsas".
A Acorn respondeu inicialmente de maneira semelhante, mas mudou de tom esta semana, dizendo que havia afastado funcionários e melhoraria o treinamento e a supervisão.
O'Keefe já está sendo comparado até mesmo ao célebre documentarista americano Michael Moore. Mas nem todos os conhecidos de O'Keefe concordam. "Michael Moore vai atrás dos ricos e poderosos. James não está fazendo isso. Ele vai atrás de burocratas de baixo escalão e pessoas que estão tentando ajudar pessoas de baixa renda", afirmou um ex-colega da universidade de O'Keefe, Liz Farkas.
Filho de um engenheiro de materiais e uma fisioterapeuta, O'Keefe cresceu em Westwood, Nova Jersey, tornou-se escoteiro e estrelou no musical "Crazy for You" no último ano do colégio. Após se formar em Filosofia da Universidade de Rutgers em 2006, ele trabalhou por um ano no Leadership Institute, grupo sediado nos arredores de Washington que treina jovens conservadores em campi universitários. O'Keefe era "muito eficaz e muito entusiasmado", disse Morton Blackwell, fundador do instituto.
Mas Blackwell conta que O'Keefe foi convidado a se retirar porque havia a preocupação de que seu trabalho em vídeo pudesse violar regras da agência de fiscalização tributária americana que impedem que grupos sem fins lucrativos tentem influenciar a legislação.
O'Keefe disse considerar o escritor britânico G. K. Chesterton sua "referência intelectual" e se chama de "radical progressivo", não um conservador, porque quer mudar as coisas, "não mantê-las". Mas suas opiniões, descritas por ele como pró-mercado e antigoverno, se parecem com o conservadorismo tradicional.
Será que toda cobertura da mídia sobre seu último projeto o tornou célebre demais para se disfarçar novamente? O'Keefe descartou a ideia. "Francamente, estou só começando", disse ele.
Tradução: Amy Traduções
Fonte: The New York Times e Terra
Divulgação: www.juliosevero.com